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28.10.10

aEBdLN - J.R.R. Tolkien

(só uma legenda: aEBdLN = As Epicas Batalhas de Lugar Nenhum. O nome é gigante e o espaço é limitado. Acostumem-se com isso)

É inegável a influencia exercida por Tolkien na fantasia como nós conhecemos hoje, seja na literatura, filmes, jogos, rpgs, etc. Ok, nem tudo surgiu do nada. Ele se baseou em várias culturas e mitologias, mas criou todo um mundo independende, com seus próprios povos, próprias línguas e uma complexa história repleta de batalhas épicas, belezas, canções, traições, etc.


Mas quem é esse louco?


John Ronald Reuel Tolkien nasceu em 1892 (100 anos antes de mim *--*) na África do Sul, mas se mudou com 3 anos para a Inglaterra, onde passou o resto de sua vida. Lutou na primeira guerra mundial, onde começou a escrever os primeiros rascunhos sobre seu mundo imaginário, Arda, palco de suas principais histórias como a trilogia “Senhor dos Anéis”, “O Hobbit”, “Silmarillion”, “Os filhos de Húrin”, etc.


Só uma parêntese. Arda é a denominação de TUDO, todo o mundo criado. A ‘Terra Media’ é o continente. Para quem só conhece a história do Senhor dos Anéis, parece meio difícil de distinguir uma coisa da outra. Mas após ler o Silmarillion, tudo faz mais sentido.


Conheceu sua esposa Edith Bratt, três anos mais velha, em 1908 e os dois começam a namorar escondido. Entretanto, seu tutor, o Padre Francis Morgan, descobriu a situação e, acreditando que este relacionamento fosse prejudicar a educação do rapaz, proibiu-o de vê-la até que completasse vinte e um anos, quando Tolkien alcançaria a maioridade. Na noite do seu vigésimo primeiro aniversário, Tolkien escreveu a Edith, e convenceu-a a casar-se com ele, apesar de ela já estar comprometida. Juntos eles tiveram quatro filhos e viveram juntos até a morte dela, em 1971, após 55 anos de casamento.


Edith inspirou Tolkien a criar a personagem Luthien, descrita como a mais bela das elfas, filha de Thingol (um dos mais poderosos senhores élficos das primeiras eras) e que se apaixonou por Beren, um homem mortal. A história toda lembra a de Romeu e Julieta no começo, mas é muito mais foda, incluindo o fato que Luthien vai salvar Beren e os dois enfrentam Morgoth (você acha Sauron assustador? Morgoth era muito pior e muito mais poderoso. E mais, ele não precisava de um mero anel pra destruir toda a Terra Media). O fim da história é mais ou menos feliz, mas não vou falar mais sobre ela.


Tolkien era também muito amigo de C.S. Lewis, outro aclamado escritor britânico, autor das Crônicas de Narnia. A obra de um influenciou a do outro e vice versa. Mas essa amizade era inconstante, já que os dois discordavam de várias coisas, pricipalmente no campo da religião (Tolkien era católico e Lewis anglicano).

A religião influenciou as duas obras, mas a de Lewis era mais alegoria, motivo de implicação por parte de Tolkien, cujas obras tratam do tema de forma muito sutil e delicada.

Mesmo assim, “o Senhor dos Anéis” nunca existiria sem o apoio de Lewis, que foi uma das primeiras pessoas a lê-lo.


(comentários em off: adoro o Lewis, mas vou defender o Tolkien até o fim haha. Mas falando sério, adoro a maneira sutil como ele trata da religião, com Iluvatar sendo o Deus único e os valar como seus ‘auxiliares’).


Tolkien iniciou seus estudos em Oxford e, depois de lutar na primeira guerra mundial e ser dispensado por ter contraído tifo, tornou-se professor e um renomado filólogo (aquele que estuda idiomas). Foi nessa época que ingressou em uma equipe para preparar o New English Dictionay (importante dicionário inglês, como o Aurélio é aqui para nós brazucas).


Uma de suas grandes paixões eram os idiomas. Além do inglês, Tolkien conhecia cerca de dezesseis outros idiomas (à excepção dos criados por ele mesmo) que eram os seguintes: grego antigo, latim, gótico, islandês antigo, sueco, norueguês, dinamarquês, anglo-saxão, médio inglês, alemão, neerlandês, francês, espanhol, italiano, galês e finlandês.


Das línguas criadas por ele, destacam-se o Quenya (ou alto élfico), baseado no finlandês, e o Sindarin (ou elfico cinzento), baseado no galês, alem da escrita, o tengwar. Primeiro vieram as línguas. Ele criou um mundo onde suas línguas pudessem ser faladas, e lendas para rodeá-las. Tolkien, consciente da língua como um organismo mutável, totalmente relacionado com as histórias de um povo, afirmou certa vez que:

O Volapuque, Esperanto, o Ido, o Novial, são línguas mortas, mais mortas do que antigas línguas sem uso, porque seus inventores jamais criaram lendas para acompanhá-las.



Em 1972, J. R. R. Tolkien recebeu o Doutorado Honorário em Letras da Universidade de Oxford, e conseguiu seu último e mais importante título: a Ordem do Império Britânico pelaRainha Elizabeth, uma das maiores honras britânicas. Era agora Sir John Ronald Reuel Tolkien. Tolkien faleceu no dia 2 de setembro de 1973, com 81 anos e foi enterrado junto com sua esposa. Na lápide, abaixo de seus nomes, encontra-se escrito “Luthien” e “Beren”.

Em 1992, ano em que Tolkien completaria 100 anos, duas árvores foram plantadas em seu tributo em Oxford pela Tolkien Society e pelaMythopoeic Society, grupos de leitores e estudiosos de sua obra. Essas duas árvores fazem alusão às Duas Árvores de Valinor, que davam luz a Valinor nos Dias Antigos.


Nem toda a obra do autor foi publicada aqui no Brasil ainda. Alguns foram até publicações póstumas, organizadas por seu filho, Christopher Tolkien, reunindo anotações e ensaios sobre histórias, personagens e lugares. Mas os publicados aqui no Brasil foram:


§ O Hobbit [Ed. Martins Fontes]

§ O Senhor dos Anéis (Volume único e separado)[Ed. Martins Fontes]

§ O Silmarillion [Ed. Martins Fontes]

§ Contos Inacabados de Númenor e da Terra-média [Ed. Martins Fontes]

§ Os Filhos de Húrin [Ed. Martins Fontes]

§ Roverandom [Ed. Martins Fontes]

§ Mestre Gil de Ham [Ed. Martins Fontes] (Farmer Giles of Ham)

§ As Cartas de J. R. R. Tolkien [Ed. Arte & Letra] (Letters of J.R.R. Tolkien)

§ Sobre Histórias de Fadas [Conrad Editora] (Tree and Leaf)

§ As aventuras de Tom Bombadil [Ed. Martins Fontes]

22.10.10

As Epicas Batalhas de Lugar Nenhum


Boa noite gente :B
Então, como vocês perceberam, temos novidades por aqui. Uma delas são as colunas semanais de cada membro da equipe divagando sobre algum assunto mais ou menos fixo. E essa é a minha coluna. E adivinhem qual será meu tema principal? Duvido que vocês descubram.

Vou divagar sobre fantasia em geral. Sou previsível, não?

E o que devo escrever aqui? Ainda não sei e estou enrolando por umas 6 linhas :]
Aceito sugestões de temas, desde que sejam relacionadas à fantasia. A realidade me aborrece.

Outra coisa que eu queria aproveitar para pedir para você, leitor, que está lendo estas linhas é: comente nos posts. Não só nos meus, não só neste, mas em todos que gostar (ou não). Vemos muitas visitas no contador ali do canto, mas quase não recebemos feedback, se os leitores gostam ou não, se compartilham os mesmo interesses, etc etc. Sei que é clichê, mas a sua opinião é importante para nós :]

Mas Larissa, que título é esse?
Eu queria um título legal, mas tenho dificuldade em pensar em coisas legais quando preciso delas. Geralmente só penso em coisas legais quando não preciso mais delas ou a oportunidade foi perdida para sempre. Estou desde a semana passada pensando em um nome e esse surgiu na minha mente há uma meia hora e se provou menos tosco que os outros.
Eu sempre achei que colocar um adjetivo antes do substantivo dá um ar mais...sei lá, imponente? Sinto que não era essa a palavra que eu procurava... mas enfim, acho que vocês compreenderam o que eu quero transmitir. Adoro coisas epicas, ainda mais quando são batalhas épicas.
Lugar Nenhum pode ter várias interpretações. No início queria algo que fizesse referência a minha pequena cidade de interior. Depois pensei que 'Lugar Nenhum" significa Lugar Nenhum (sou um gênio, não?) logo pode ser em LUGAR NENHUM que todas as histórias que eu imagino acontecem. Uma metáfora para a fantasia e a imaginação.
Ah, fala sério, com toda essa interpretação vou gabaritar o ENEM,

Como já perceberam, esse post é meio introdutório...então vou fazer mais ou menos um 'glossário' com palavras, termos e pessoas que pretendo citar futuramente. Sim, tive essa ideia a partir do primeiro post que a yayLilly fez aqui, no início do ano.

Escapismo
É o alívio ou a distração mental de obrigações ou realidades desagradáveis recorrendo a devaneios e imaginações.Podemos definir escapismo também como a desconsideração da realidade.

Epico

A palavra “épos” vem do grego e significa “versos” e, portanto, o gênero

épico é a narrativa em versos que apresenta um episódio heróico da história de um povo.

Neste gênero, geralmente, há presença de figuras fantasiosas que ajudam ou atrapalham no curso dos acontecimentos. Quando as ações são narradas por versos, temos o poema épico ou epopéia. Dentre as principais epopéias, temos: Ilíada e Odisséia.

Tolkien

John Ronald Reuel Tolkien é um famoso escritor inglês (o meu favorito), autor da trilogia "Senhor dos Anéis", criador da Terra Media, das linguas elficas, da escrita feanoriana, e é considerado por muitos como o pai da literatura fantástica comtemporânea, influenciando inú

meros autores e jogadores de RPG ao longo dos anos.


Menestrel

na Europa medieval, era o poeta e bardo cujo desempenho lírico referia-se a histórias de lugares distantes ou sobre eventos históricos reais ou imaginários. Embora criassem seus próprios contos, muitas vezes memorizavam e floreavam obras de outros. À medida que as cortes foram ficando mais sofisticadas, os menestréis eram substituídos po

rtrovadores, e vários deles tornaram-se errantes, apresentando-se para a população comum, tornando-se assim os divulgadores das obras de outros autores.

Queria encontrar a diferença entre bardo, menestrel e trovador. Ao que parece, menestrel é um termo mais geral, enquanto o trovador é da região do sul da França/Espanha/Portugal enquanto o bardo pertence a cultura celta(norte da França, Grã Bretanha).


Heráldica

É a ciência e a arte de descrever brasões de armas, escudos, etc.


Power Metal

Sub gênero do Heavy Metal, com heranças que vão desde o Metal Progressivo até o trash metal com forte influencia erudita.

Suas letras tratam de temas bastante variados. Bandas como Blind Guardian e Rhapsody of Fire têm preferência por temas como a fantasia, medievalismo e misticismo. Também

é possível encontrar músicas românticas, como no Sonata Arctica, outras com muita positividade: Stratovarius, assim como temas políticos e até mesmo religiosos, como em canções do Gamma Ray e Running Wild. O estilo das letras é fortemente influenciado pela literatura, principalmente fantasiosa, no estilo de J.R.R. Tolkien e C.S. Lewis.


Surreal

Bizarro, irreal. Tambem é um bombom da Garoto.

Maaas o mais legal é o movimento surrealista nas artes, especialmente as obras de Salvador Dali e René Magritte.



Bestiário

Manuscritos feitos por monges reunindo informações sobre animais reais ou fantásticos, tais como seu habitat,dieta alimentar, hábitos e relações com o meio. A maioria dos b

estiários foi escrita durante a baixa Idade Média, e eram acompanhados de mensagem moralizadora.


42

A resposta da pergunta fundamental para a vida, o universo e tudo o mais.





1.9.10

Top 10 lugares da Ficção

Boa Tarde queridos leitores. Seguindo o embalo dos dois últimos posts, resolvi fazer um top 10 tambem ;D Mas qual será o tema? Um dos meus favoritos: lugares para se visitar! Mas não são lugares comuns são lugares que não existem fora da imaginação fértil de algumas pessoas, lugares fantásticos, locais onde coisas fantásticas acontecem *--*

Para quem não entendeu: meu top 10 será de locais da ficção, seja de filmes, livros, séries, desenhos, etc. Lugares que eu adoraria visitar.
Confesso que foi difícil escolher apenas 10, apesar dos 4 primeiros serem totalmente previsíveis para quem me conhece btw.

10.Digimundo Digimon, digitais, digimons são campeões!! Ok, parei. Qual é a criança que não assistia digimon e nunca quis ir para lá? Por mais que em cada temporada a ilha tenha virado um continente e depois todo um mundo e a qualidade da história tenha sido inversamente proporcional ao número da temporada, o digimundo é um ótimo lugar para se visitar.



9. Pandora
Críticas à parte, eu adorei o filme de James Cameron. Pandora é um lugar lindo, colorido, e com uma fauna e flora incríveis. E acho muito bacana que, alem do conceito de tudo estar interligado, eles mostram isso no filme de uma maneira fácil de visualizar. Queria ter uma trança com cabo usb. Um lugar incrível para se passar uma temporada, visitando desde as montanha/rochas suspensas até a grande árvore brilhante da meditação que, como a Thaís disse, dá até pra fazer uma rave.

8. Castelo Rá-Tim-Bum
É um castelo no meio de São Paulo! Isso em si já é fantástico. Nunca gostei de programas educativos, mas esse marcou toda uma geração. Ensinava sem chamar as crianças de retardadas. Eu aprendi MUITA coisa, especialmente com a Tia Morgana e suas lições de história. E queria tanto visitar a biblioteca do gato, conversar com a Celeste, ir pra oficina através da passagem secreta na biblioteca. Adoro passagens secretas, adoro castelos, fico louca em filmes/desenhos assim. E ainda tem o quarto do Nino, que me dá um pouco de desespero por causa da ausência de janelas, mas as paredes são forradas de histórias em quadrinhos, então quem liga?

7. Terra dos Jogos
Ess
a eu acho que poucos lembram. Quem aí assistia Rupert, o urso? Um ursinho branco, com uma blusa vermelha e um cachecol amarelo? Esse era definitivamente o meu desenho favorito da TV Cultura. Cada episódio ele ia pra um lugar diferente, um mais legal que o outro. Poderia fazer um top 10 só do desenho. Mas de todos, o mais legal (e o que mais me marcou) foi a da Terra dos Jogos. Nesse episódio, ele e seu amigo Bill Badger vão parar em um lugar dominado por diversas peças de jogos, como peças de xadrez, cartas de baralho, peões, fichas, e com direito a um pinball gigante logo no começo.

6.País das Maravilhas (Wonderland)
Não vou me deter muito por aqui. Acho que todos conhecem o lugar onde Alice cai após seguir um coelho branco, seja na concepção um tanto quanto lisérgica do clássico Disney quanto na sombria de Tim Burton, ou até mesmo a sua própria imagem atráves da leitura das obra de Lewis Carrol.



5.A Fantástica Fábrica de Chocolate
Visitar qualquer fábrica de chocolates pra mim já seria ótimo. Visitar a Fantástica fábrica de chocolates seria incrível *--* Fazer um passeio narrado pelo Willy Wonka e ainda ir pra aquela sala onde tudo é comestível é como meu sonho de gorda. Não li o livro (ainda) mas já vi os dois filmes e ambos possuem seus méritos. A versão de 1971 tem os oompa loompa mais legais ever, enquanto a do Tim Burton tem o Johnny Depp *--*
E eu entendo o Willy Wonka do Depp...tambem teria muito trauma se meu pai fosse o Saruman '-'

4. Fantasia
Fantasia é mais que um único lugar. Fantasia é interminável, sem fronteiras. O lugar onde se passa a "História sem fim" pode ser interpretada como uma metáfora á imaginação escapista das pessoas, o lugar onde todas essas fantasias e sonhos se unem. Um lugar onde tudo pode acontecer. E é por isso que é um lugar incrível.


3. Narnia
Sim, eu tentei entrar no meu armário para ir para Nárnia e não deu certo. Desde pequena eu queria isso incoscientemente, pois existem filmagens da minha pessoa entrando no guarda roupa quando eu tinha 5 anos.
Criada por C.S.Lewis, Nárnia é um lugar muito agradável para se visitar. Ao contrário do que muitos pensam, Narnia é o nome de um pais, não de um mundo ou dimensão. Ele se estende desde o Ermo do Lampião até a foz do Grande Rio, onde está localizado o castelo de Cair Paravel.


2.Hogwarts
Sim meus leitores, estou editando esse post direto do trem com destino a Hogwarts, já que hoje é 1º de Setembro e esse é meu último ano por lá. Vou sentir saudades do castelo -q
Devaneios a parte, qual é o leitor da série que nunca se imaginou estudando nessa importante instituição?
Eu, a Lillian (@yayLilly), o Diego(@Dinuh) e a Letícia(@LehDuarte) já ficamos tanto tempo comparando nossa antiga escola com Hogwarts...
Como eu já disse, sou completamente aficcionada por castelos enormes e repletos de segredos e passagens secretas.

1.Terra Média
Sou previsível, não? haha
A Terra Média é o local mais perfeito e mais complexo que alguem conseguiu criar. Ponto para Tolkien e sua incrível imaginação. Mas ponto tambem para toda a equipe do filme, que deu vida de maneira espetacular às detalhadas descrições do autor. É possível fazer um top 10 apenas de lugares agradaveis e belos da terra média. Se você for do tipo provinciano, pode preferir a tranquilidade bucólica do Condado e da Vila dos Hobbits. Se procura locais de encher os olhos, pode ir aos locais mais fascinantes, os refúgios elficos de Valfenda (foto) e Lothlórien, que eram mantidos graças aos anéis de poder Nenya e Vilya. Ou então poderá passear pelos campos de Rohan, os cavaleiros ou por Gondor, com a sombra do explendor que um dia Numenor teve. Florestas para todos os gostos, desde a Floresta Velha, até a Floresta Verde e Fangorn. Muitas montanhas, muitos locais assustadores (como Moria e Mordor) e até mesmo desertos e terra ermas. É ou não um lugar maravilhoso?

29.7.10

Legend of the Seeker

Boa noite pessoas :D

Vim postar hoje porque o Diego mandou, só porque ele ão quer fazer combo sobre uma série que descobri há pouco tempo e que me deixou viciada: "Legend of the Seeker".
Não tem título em português, nem chegou aqui no Brasil.

Esta série de fantasia épica é baseada no bestseller de Terry Goodkind, A Espada da Verdade, livro que foi traduzido em mais de 20 línguas. Do produtor executivo Sam Raimi (Homem-Aranha) e das forças criativas das séries Hercules: The Legendary Journeys e Xena: Warrior Princess, a série "Legend of the Seeker" segue a extraordinária história de Richard Cypher (Craig Horner), um simples jovem órfão que se transforma num verdadeiro líder com poderes mágicos, e da sua aliada Kahlan (Bridget Regan), uma bonita e misteriosa mulher que o ajuda a descobrir o seu destino. Juntos vão tentar encontrar respostas a alguns dilemas pessoais e enfrentar todas as adversidades que lhes vão aparecendo pelo caminho. Aos dois heróis épicos junta-se também Zedd (Bruce Spence), um velho, magro e louco sábio que espalha sabedoria e magia. Zedd começa por ser um dos mais velhos e fiéis amigos de Richard, no entanto, esconde um segredo… um importante segredo que pode mudar a vida deste. Estas personagens, juntamente com a espada mágica, vão formar uma força única que vai intervir contra o tirano e sanguinário Darken Rahl (Craig Parker) na sua busca pelo domínio total e conquista do poder.
Gente, acabei de descobrir que o ator que faz o Darken Rahl é o mesmo que interpreta o Haldir do Senhor dos Aneis *--*
(tá, já parei com meus ataques de fã, nem vou comentar que o ator que faz o mago Zedd é a boca do Sauron...incrivel como coloco Senhor dos Aneis em quase todos meus posts...)

Enfim, no começo achei a história MUITO parecida com a de Eragon, mas logo a série se mostrou mais agitava e emocionante, Sou meio suspeita para falar, ja que adoro fantasia, mas realmente recomendo o seriado, que pouca gente conhece por aqui. A cada episódio aparecem montes de personagens, sejam eles relevantes ou não, e morrem mais dezenas de figurantes, importantes ou não. Mas 4 deles são importantes (o trio do bem e o vilão todo poderoso que quer conquistar o mundo). São eles:

RICHARD CYPHER (o seeker haha)

O começo é clichê: o garoto que vivia na paz e na tranquilidade bucólica até queaconteceu um monte de coisa e ele descobriu ser "o seeker', o homem que vai derrotar Darken Rahl e deixar Midlands livre, etc, etc. De vez em quando ele é irritante (como todo aspirante a heroi, e todo o "vamos salvar todos") mas é só de vez em quando....sei lá, ele nao me irrita tanto quanto outros. Não sei mais o que escrever sobre ele, lendo algumas coisas no site oficial já descobri uns spoilers da segunda temporada (por um acaso eu parei no penultimo episódio da primeira).





KAHLAN AMNELL

Ela é uma confessora, ou seja, uma mulher que pode enxergar a verdade nos olhos das pessoas e, em casos extremos, 'confessar' (é o termo que o pessoal da legenda usou) a pessoa. Com isso, a pessoa confessada dirá toda a verdade e se tornará ser servo. E é essa habilidade que torna impossível o romance dela com o Richard e aquele mimimi todo.
Mas ela não fica sentadinha olhando as cenas de luta. Ela é foda, uma das minhas personagens favoritas da série,



ZEDDICUS ZU'L ZORANDER

Eu tenho medo dele.
O rosto dele é muito estranho.
Enfim...todo mundo chama ele de Zedd (o que torna a comunicação muito mais fácil, diga-se de passagem) e ele é um mago de primeira ordem, muito poderoso e que conhece bem a mitologia e a história de Midlands para explicar (quase) tudo na história.





DARKEN RAHL

O vilão haha
Ele governa Midlands, tem um super exercito e um super tesouro, mas quer fazer de tudo para dominar o mundo e acabar com a raça do Seeker. Mas ele tem classe. Não costumo nutrir simpatia pelos vilões, mas gosto dele :D








//não faço idéia de quem seja essa loira da foto. Como já disse, ainda tô na primeira temporada e tentei não ler spoilers.

Ao todo são 2 temporadas com 22 episódios cada. A série foi cancelada, mas existem inúmeras campanhas movidas por fãs querendo a volta da série :]


Site Oficial (inglês)

Legend of the seeker Brasil

14.7.10

Michael Ende e Sua História sem Fim



"Como é o final da História sem fim se ela é uma História sem fim?"

Todo mundo já deve ter ouvido essa piadinha. Mas vamos ao que interessa: Die Unendliche Geschichte é um livro de fantasia do escritor alemão Michael Ende, publicado pela primeira vez em 1979.


Michael Ende é um velhinho simpático e um dos mais famosos autores do século XX, por seus sucesso com livros infantis, que convida o leitor a andentrar em um estranho mundo cheio de simbolos visionários e o poder de se identificar com os heróis de suas histórias.

Os livros de Michael Ende foram traduzidos em mais de quarenta idiomas e vendidos mais de vinte milhões de cópias.

A adaptação para o cinema foi tão ruim que o autor pediu para mudarem o nome do filme e processou os produtores (mas não ganhou nada) e teve seu nome retirado dos créditos do filme. O filme acaba no momento em que Bastian entra em Fantasia, na hora que a história começa a ficar bem mais interessante eles páram o filme. Atreyu que me perdoe, mas o Bastian é bem mais legal e interessante.

A "História sem Fim" não chega a ser um "Harry Potter" ou "Senhor dos Anéis" mas Michael Ende foi totalmente brilhante na hora de escrever seu livro, e mostrou que livros de fantasia não precisam ser feito em enormes séries com 10 livros e pouquíssimo conteúdo (Twilight Sucks).

Uma curiosidade, para quem ainda não leu o livro, é que os momentos em que as coisas ocorrem no mundo de Fantasia – isto é, quando lemos o que Bastian lê – as letras têm uma cor. Quando ocorrem no mundo de Bastian – e lemos o que ele não lê -, têm outra

Dica de filmes : Peixe Grande

Boa noite leitores do blog :D

Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas

Bom, queria dedicar o post a um filme que não é novo, mas vi há pouco tempo.
Ele chama-se "Peixe Grande e suas histórias maravilhosas" e é dirigido pelo ótimo Tim Burton.
Ed Bloom (Albert Finney) é um grande contador de histórias. Quando jovem Ed saiu de sua pequena cidade-natal, no Alabama, para realizar uma volta ao mundo. A diversão predileta de Ed, já velho, é contar sobre as aventuras que viveu neste período, mesclando realidade com fantasia. As histórias fascinam todos que as ouvem, com exceção de Will (Billy Crudup), filho de Ed. Até que Sandra (Jessica Lange), mãe de Will, tenta aproximar pai e filho, o que faz com que Ed enfim tenha que separar a ficção da realidade de suas histórias.
O filme preenche dois dos requisitos básicos de filmes de Burton: trilha sonora de Danny Elfman e Helena Bonham Carter no elenco...mas dessa vez nada de Depp D:
E também não existe a aura macabra de clássicos como "O estranho mundo de Jack", mas existem os momentos "WTF?". Esses costumam ser os meus favoritos.

E também se trata de um filme com uma sensibilidade maravilhosa, mostrando a tênue linha entre fantasia e realidade. Super recomendo para qualquer um.

17.5.10

A mais incrível réplica de Bolsão *O*



Primeiro, explicando o titulo:

Bolsão é o nome da casa de Bilbo e Frodo Bolseiro, hobbits do Condado, que se encontra na Terra Média (universo criado por j.R.R. Tolkien, autor da famosa triologia Senhor dos Aneis *--*)

Então, essa mulher aí da foto construiu um réplica super cheia de detalhes e toda feita à mão da casinha dos pequenos, que levou cerca de dois anos para ficar pronta. E a inglesa conta que seu próximo projeto é construir uma réplica do Ponei Saltitante.

É perfeita demais, tem até os mapas bagunçados na mesa.













Veja mais fotos da casinha acabada e em construção aqui


18.4.10

Dragões *--*


Boa noite galerinha o barulho /narradordesessãodatarde

Passei a semana toda pensando em algum tema para postar aqui (pra variar um pouco) e resolvi falar sobre uma das coisas que mais adoro em filmes/livros/qualquer coisa relacionada a fantasia: dragões *---*

Segundo as palavras de Fantasiopedia :

A palavra dragão (em inglês, dragon) vem do grego drákon, δράκων, que deriva do verbo derkomai, "olhar", pois seu papel no mito grego é o de vigiar tesouros cobiçados. O nome tem sido dado a criaturas mitológicas muito diversas, de diferentes culturas.

No Ocidente como no Oriente, o dragão é mais freqüentemente uma serpente ampliada, com número variável de asas, cabeças, patas e chifres e enriquecida com atributos de outros animais para se tornar mais temível, mas o conceito do dragão pode ter combinado outras inspirações: crocodilo, salamandra, lagarto, relâmpago ou mesmo animais extintos

Quando falamos em dragões, a imagem que nos vem a cabeça é a do clássico europeu ou a do chinês. Mas a criatura é encontrada nas mais diversas mitologias de todo o mundo, em qualquer período histórico. Segue alguns dos mais interessantes:

Dragão Europeu

A concepção mais antiga no Ocidente é a do dragão como serpente gigante, sem patas ou asas. Os antigos gregos e romanos descreviam os dragões como enormes serpentes. A concepção romana evoluiu a partir da grega, combinada com elementos do Oriente Médio, ampliando o sincretismo que caracterizou a cultura helenística e cristã. O Apocalipse, por exemplo, descreve Satã como "um grande dragão cor de fogo, com sete cabeças e dez chifres" em cerca de 100 d.C.

Em séculos posteriores da Idade Média, os dragões foram mais freqüentemente representados com duas asas e duas patas, tanto nos brasões como em ícones, afrescos e iluminuras. Mais tarde, esse tipo de dragão foi batizado pelos estudiosos de brasões (heraldistas) como wyvern.

O paradigma ocidental moderno, o dragão de quatro patas e duas asas, foi introduzida nas moedas inglesas e na bandeira de Gales pelo galês Henrique VII Tudor em 1485, quando derrotou Ricardo III de York. Só depois tornou-se a mais comum na arte ocidental.

Durante a idade média as histórias sobre batalhas contra dragões eram numerosas. A existência dessas criaturas era tida como inquestionável, e seu aspecto e hábitos eram descritos em detalhes nos bestiários da Igreja Católica.

Muitos povos celtas, por exemplo, possuíam imagens dragões em seus brasões familiares, e há também muitas imagens de dragões como estandartes de guerra desses povos. Assim, ao contar histórias de vis dragões sendo enfrentados e vencidos por nobres heróis cristãos, os escritores cristãos também estavam fazendo uma apologia da sua religião contra as antigas tradições locais. Pode-se fazer até mesmo um paralelo entre as famosas armas de sopro draconianas e a pregação destas religiões: um dragão que sopra nuvens venenosas, por exemplo, poderia também ser usado como metáfora para blasfêmias "venenosas" proferidas por falsos profetas pagãos

Dragões Orientais

O dragão oriental, hoje representado com corpo de serpente, quatro patas e chifres e sem asas, é símbolo de vigor, de fertilidade, de chuva, do poder expansivo yang, opondo-se ao tigre, símbolo da morte e da energia yin.

Na China, a presença de dragões na cultura é anterior mesmo à linguagem escrita e persiste até os dias de hoje, quando o dragão é considerado um símbolo nacional chinês. Na cultura chinesa antiga, os dragões possuíam um importante papel na previsão climática, pois eram considerados como os responsáveis pelas chuvas. Assim, era comum associar os dragões com a água e com a fertilidade nos campos, criando uma imagem bastante positiva para eles, mesmo que ainda fossem capazes de causar muita destruição quando enfurecidos, criando grandes tempestades.

Nos mitos do extremo oriente os dragões geralmente desempenham funções superiores a de meros animais mágicos, muitas vezes ocupando a posição de deuses. Por exemplo, o dragão Yuan-shi tian-zong ocupa uma das mais altas posições na hierarquia divina do taoísmo. Ele teria surgido no princípio do universo e criado o céu e a terra. Nas lendas japonesas os dragões desempenham papel divino semelhante. O dragão Ryujin, por exemplo, era considerado o deus dos mares e controlava pessoalmente o movimento das marés através de jóias mágicas.

Dragões na América

O deus conhecido como Quetzalcóatl pelos astecas é às vezes visto por ocidentais como uma espécie de dragão. Representado por uma cascavel emplumada com as valiosas penas verdes do pássaro quetzal, era um senhor benévolo da fertilidade, da chuva e da estrela da manhã.

No folclore brasileiro existe o Boitatá, uma cobra gigantesca que cospe fogo e defende as matas daqueles que as incendeiam.


Dragões no Oriente Médio

No Médio Oriente os dragões eram vistos geralmente como encarnações do mal. A mitologia persa cita vários dragões como Azi Dahaka que atemorizava os homens, roubava seu gado e destruía florestas.(e que provavelmente foi uma alegoria mística da opressão que a Babilônia exerceu sobre a Pérsia na antiguidade clássica). Os dragões da cultura persa, de onde aparentemente se originou a ideia de grandes tesouros guardados por eles e que poderiam ser tomados por aqueles que o derrotassem, hoje tema tão comum em histórias fantásticas

Dragões de Verdade

Pois é meus caros, realmente existe um ‘dragão’ de verdade. Trata-se do dragão-de-komodo (Varanus komodoensis), um grande lagarto que pode chegar ao tamanho de um crocodilo, é um carnívoro e carniceiro encontrado na ilha de Komodo, no arquipélago da Indonésia, e ganhou esse nome devido à sua aparência, que remete aos dragões mitológicos. Acabou se tornando o mais famoso dragão vivente do mundo real. É a maior espécie de lagarto que existe e este réptil já vivia na face da terra muito tempo antes da existência do homem

Dragões na cultura contemporânea

O dragão considerado clássico foi imortalizado principalmente pela figura de Smaug, em O Hobbit, livro de J. R. R. Tolkien. Seguindo o conceito da cultura cristã ocidental, Smaug era um dragão terrível e destruidor, que reunia grandes tesouros em seu covil na Montanha Solitária. Por ter sido este o romance que praticamente iniciou toda a tradição de literatura fantástica contemporânea, Smaug acabou se tornando o estereótipo do dragão fantástico atual.


Outro conto de C.S Lewis nas Crônicas de Nárnia, mais precisamente em A viagem do Peregrino da Alvorada, conta-se de um Dragão o qual Eustáquio encontra praticamente morto, e com ele um tesouro magnífico, Eustáquio sendo muito ganacioso, pegou um bracelete em meio ao magnífico tesouro, e dormiu na toca do Dragão.Quando acordou no outro dia, pensou que o animal estava vivo, por que ele mesmo tornara-se um e assim o tesouro mostrara-se amaldiçoado.Aslam ajuda Eustáquio a voltar ao normal, mostrando assim o contexto cristão da Crônica.


No universo criado por J.K. Rowling para as histórias do jovem Harry Potter, dragões são criaturas perigosíssimas e selvagens. Um deles, inclusive, guarda os cofres mais importantes de Gringotes, o banco bruxo.


Nas histórias do manga e do anime de Dragon Ball, quando você juntar as 7 esferas do dragão, invocará o deus dragão Shenlong, que poderá realizar um desejo.


Em "História sem fim", Furchur é um dragão da sorte que é salvo por Bastian e torna-se seu companheiro.


Na animação da Disney Mulan, existe o pequeno dragão Mushu, o personagem cômico que também é um dos guardiões da família.


A triologia da Herança de Christopher Paolini conta a história de Eragon, um dos últimos cavaleiros de dragões. Um fato curioso nessa história é a relação cavaleiro – dragão. Se o animal morre, nada acontece com seu companheiro. Agora, se o cavaleiro é morto, o dragão também morre.


Na série animada "Caverna do Dragão" existe a Tiamat. Tiamat, como no jogo e na mitologia babilonica é uma deusa-dragoa de cinco cabeças (apesar da sua voz ser masculina na dublagem brasileira). Seu poder supera o poder do vilão Vingador, aterrorizando este, assim como os demais garotos. Da boca de cada uma das cabeças pode lançar baforadas distintas para cada uma delas (podendo lançar com todas ao mesmo tempo), da seguinte maneira:

  • A cabeça branca lança raios congelantes;
  • A cabeça verde lança uma nuvem de gás venenoso;
  • A cabeça vermelha (a central, e única capaz de falar) lança labaredas de fogo;
  • A cabeça azul lança descargas elétricas na forma de raios;
  • A cabeça preta lança ácido.

Tiamat pode ainda fazer magias como teleporte próprio ou de outros. Seu habitat é o Cemitério de Dragões.

E muitos outros que não lembro agora, ou estou com preguiça de pesquisar mais. Já foram três páginas de Word O_O

Pra finalizar, uma citação que achei bem interessante:

Os dragões representam, em parte a liberdade e o poder que o Homem deseja atingir. E ainda não se conseguiu explicar como é que a ideia de uma criatura, com asas, sopro de fogo, escamas e potencialmente mágica, pode chegar a culturas tão distantes e diferentes como a China Antiga ou os maias e os astecas.


Referencias: Wikipedia e Fantasiopedia

Mudança

O lorota mudou de endereço =)

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