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18.4.10

Dragões *--*


Boa noite galerinha o barulho /narradordesessãodatarde

Passei a semana toda pensando em algum tema para postar aqui (pra variar um pouco) e resolvi falar sobre uma das coisas que mais adoro em filmes/livros/qualquer coisa relacionada a fantasia: dragões *---*

Segundo as palavras de Fantasiopedia :

A palavra dragão (em inglês, dragon) vem do grego drákon, δράκων, que deriva do verbo derkomai, "olhar", pois seu papel no mito grego é o de vigiar tesouros cobiçados. O nome tem sido dado a criaturas mitológicas muito diversas, de diferentes culturas.

No Ocidente como no Oriente, o dragão é mais freqüentemente uma serpente ampliada, com número variável de asas, cabeças, patas e chifres e enriquecida com atributos de outros animais para se tornar mais temível, mas o conceito do dragão pode ter combinado outras inspirações: crocodilo, salamandra, lagarto, relâmpago ou mesmo animais extintos

Quando falamos em dragões, a imagem que nos vem a cabeça é a do clássico europeu ou a do chinês. Mas a criatura é encontrada nas mais diversas mitologias de todo o mundo, em qualquer período histórico. Segue alguns dos mais interessantes:

Dragão Europeu

A concepção mais antiga no Ocidente é a do dragão como serpente gigante, sem patas ou asas. Os antigos gregos e romanos descreviam os dragões como enormes serpentes. A concepção romana evoluiu a partir da grega, combinada com elementos do Oriente Médio, ampliando o sincretismo que caracterizou a cultura helenística e cristã. O Apocalipse, por exemplo, descreve Satã como "um grande dragão cor de fogo, com sete cabeças e dez chifres" em cerca de 100 d.C.

Em séculos posteriores da Idade Média, os dragões foram mais freqüentemente representados com duas asas e duas patas, tanto nos brasões como em ícones, afrescos e iluminuras. Mais tarde, esse tipo de dragão foi batizado pelos estudiosos de brasões (heraldistas) como wyvern.

O paradigma ocidental moderno, o dragão de quatro patas e duas asas, foi introduzida nas moedas inglesas e na bandeira de Gales pelo galês Henrique VII Tudor em 1485, quando derrotou Ricardo III de York. Só depois tornou-se a mais comum na arte ocidental.

Durante a idade média as histórias sobre batalhas contra dragões eram numerosas. A existência dessas criaturas era tida como inquestionável, e seu aspecto e hábitos eram descritos em detalhes nos bestiários da Igreja Católica.

Muitos povos celtas, por exemplo, possuíam imagens dragões em seus brasões familiares, e há também muitas imagens de dragões como estandartes de guerra desses povos. Assim, ao contar histórias de vis dragões sendo enfrentados e vencidos por nobres heróis cristãos, os escritores cristãos também estavam fazendo uma apologia da sua religião contra as antigas tradições locais. Pode-se fazer até mesmo um paralelo entre as famosas armas de sopro draconianas e a pregação destas religiões: um dragão que sopra nuvens venenosas, por exemplo, poderia também ser usado como metáfora para blasfêmias "venenosas" proferidas por falsos profetas pagãos

Dragões Orientais

O dragão oriental, hoje representado com corpo de serpente, quatro patas e chifres e sem asas, é símbolo de vigor, de fertilidade, de chuva, do poder expansivo yang, opondo-se ao tigre, símbolo da morte e da energia yin.

Na China, a presença de dragões na cultura é anterior mesmo à linguagem escrita e persiste até os dias de hoje, quando o dragão é considerado um símbolo nacional chinês. Na cultura chinesa antiga, os dragões possuíam um importante papel na previsão climática, pois eram considerados como os responsáveis pelas chuvas. Assim, era comum associar os dragões com a água e com a fertilidade nos campos, criando uma imagem bastante positiva para eles, mesmo que ainda fossem capazes de causar muita destruição quando enfurecidos, criando grandes tempestades.

Nos mitos do extremo oriente os dragões geralmente desempenham funções superiores a de meros animais mágicos, muitas vezes ocupando a posição de deuses. Por exemplo, o dragão Yuan-shi tian-zong ocupa uma das mais altas posições na hierarquia divina do taoísmo. Ele teria surgido no princípio do universo e criado o céu e a terra. Nas lendas japonesas os dragões desempenham papel divino semelhante. O dragão Ryujin, por exemplo, era considerado o deus dos mares e controlava pessoalmente o movimento das marés através de jóias mágicas.

Dragões na América

O deus conhecido como Quetzalcóatl pelos astecas é às vezes visto por ocidentais como uma espécie de dragão. Representado por uma cascavel emplumada com as valiosas penas verdes do pássaro quetzal, era um senhor benévolo da fertilidade, da chuva e da estrela da manhã.

No folclore brasileiro existe o Boitatá, uma cobra gigantesca que cospe fogo e defende as matas daqueles que as incendeiam.


Dragões no Oriente Médio

No Médio Oriente os dragões eram vistos geralmente como encarnações do mal. A mitologia persa cita vários dragões como Azi Dahaka que atemorizava os homens, roubava seu gado e destruía florestas.(e que provavelmente foi uma alegoria mística da opressão que a Babilônia exerceu sobre a Pérsia na antiguidade clássica). Os dragões da cultura persa, de onde aparentemente se originou a ideia de grandes tesouros guardados por eles e que poderiam ser tomados por aqueles que o derrotassem, hoje tema tão comum em histórias fantásticas

Dragões de Verdade

Pois é meus caros, realmente existe um ‘dragão’ de verdade. Trata-se do dragão-de-komodo (Varanus komodoensis), um grande lagarto que pode chegar ao tamanho de um crocodilo, é um carnívoro e carniceiro encontrado na ilha de Komodo, no arquipélago da Indonésia, e ganhou esse nome devido à sua aparência, que remete aos dragões mitológicos. Acabou se tornando o mais famoso dragão vivente do mundo real. É a maior espécie de lagarto que existe e este réptil já vivia na face da terra muito tempo antes da existência do homem

Dragões na cultura contemporânea

O dragão considerado clássico foi imortalizado principalmente pela figura de Smaug, em O Hobbit, livro de J. R. R. Tolkien. Seguindo o conceito da cultura cristã ocidental, Smaug era um dragão terrível e destruidor, que reunia grandes tesouros em seu covil na Montanha Solitária. Por ter sido este o romance que praticamente iniciou toda a tradição de literatura fantástica contemporânea, Smaug acabou se tornando o estereótipo do dragão fantástico atual.


Outro conto de C.S Lewis nas Crônicas de Nárnia, mais precisamente em A viagem do Peregrino da Alvorada, conta-se de um Dragão o qual Eustáquio encontra praticamente morto, e com ele um tesouro magnífico, Eustáquio sendo muito ganacioso, pegou um bracelete em meio ao magnífico tesouro, e dormiu na toca do Dragão.Quando acordou no outro dia, pensou que o animal estava vivo, por que ele mesmo tornara-se um e assim o tesouro mostrara-se amaldiçoado.Aslam ajuda Eustáquio a voltar ao normal, mostrando assim o contexto cristão da Crônica.


No universo criado por J.K. Rowling para as histórias do jovem Harry Potter, dragões são criaturas perigosíssimas e selvagens. Um deles, inclusive, guarda os cofres mais importantes de Gringotes, o banco bruxo.


Nas histórias do manga e do anime de Dragon Ball, quando você juntar as 7 esferas do dragão, invocará o deus dragão Shenlong, que poderá realizar um desejo.


Em "História sem fim", Furchur é um dragão da sorte que é salvo por Bastian e torna-se seu companheiro.


Na animação da Disney Mulan, existe o pequeno dragão Mushu, o personagem cômico que também é um dos guardiões da família.


A triologia da Herança de Christopher Paolini conta a história de Eragon, um dos últimos cavaleiros de dragões. Um fato curioso nessa história é a relação cavaleiro – dragão. Se o animal morre, nada acontece com seu companheiro. Agora, se o cavaleiro é morto, o dragão também morre.


Na série animada "Caverna do Dragão" existe a Tiamat. Tiamat, como no jogo e na mitologia babilonica é uma deusa-dragoa de cinco cabeças (apesar da sua voz ser masculina na dublagem brasileira). Seu poder supera o poder do vilão Vingador, aterrorizando este, assim como os demais garotos. Da boca de cada uma das cabeças pode lançar baforadas distintas para cada uma delas (podendo lançar com todas ao mesmo tempo), da seguinte maneira:

  • A cabeça branca lança raios congelantes;
  • A cabeça verde lança uma nuvem de gás venenoso;
  • A cabeça vermelha (a central, e única capaz de falar) lança labaredas de fogo;
  • A cabeça azul lança descargas elétricas na forma de raios;
  • A cabeça preta lança ácido.

Tiamat pode ainda fazer magias como teleporte próprio ou de outros. Seu habitat é o Cemitério de Dragões.

E muitos outros que não lembro agora, ou estou com preguiça de pesquisar mais. Já foram três páginas de Word O_O

Pra finalizar, uma citação que achei bem interessante:

Os dragões representam, em parte a liberdade e o poder que o Homem deseja atingir. E ainda não se conseguiu explicar como é que a ideia de uma criatura, com asas, sopro de fogo, escamas e potencialmente mágica, pode chegar a culturas tão distantes e diferentes como a China Antiga ou os maias e os astecas.


Referencias: Wikipedia e Fantasiopedia

10.9.09

O único animal

O homem é o único animal que ri dos outros. O homem
é o único animal que passa por outro e finge que não
vê
.
É o único que fala mais do que papagaio.
É o único que gosta de escargots (fora, claro, o
escargot).
É o único que acha que Deus é parecido com ele.
E é o único...
...que se veste
...que veste os outros
...que despe os outros
...que faz o que gosta escondido
...que muda de cor quando se envergonha
...que se senta e cruza as pernas
...que sabe que vai morrer
...que pensa que é eterno
...que não tem uma linguagem comum a toda espécie
...que se tosa voluntariamente
...que lucra com os ovos dos outros
...que pensa que é anfíbio e morre afogado
...que tem bichos
...que joga no bicho
...que aposta nos outros
...que compra antenas
...que se compara com os outros
O homem não é o único animal que alimenta e cuida
das suas crias, mas é o único que depois usa isso
para fazer chantagem emocional.

Não é o único que mata, mas é o único que vende a pele.
Não é o único que mata, mas é o único que manda matar.
E não é o único...
...que voa, mas é o único que paga para isso
...que constrói casa, mas é o único que precisa de
fechadura
...que engole sapo, mas é o único que não faz isso
pelo valor nutritivo
...que faz sexo, mas é o único que faz um boneco
inflável da fêmea
...que faz sexo, mas é o único que precisa de manual
de instrução
...que foge dos outros, mas é o único que chama isso
de retirada estratégia.
...que trai, polui e aterroriza, mas é o único que
se justifica.






VERISSIMO, Luis Fernando. O marido do doutor Pompeu. 2. ed.
(com algumas ordens alteradas)

Imagens tiradas de:
http://fervillar.blogspot.com
http://www.orapois.com.br
http://www.flickr.com

Mudança

O lorota mudou de endereço =)

http://lorotadeonibus.wordpress.com/